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Explorando culturas

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Mata Atlântica

- Habitantes da Mata Atlântica

    As variações dos ecossistemas da Mata Atlântica em diferentes regiões do país ajudaram a estimular o aparecimento de inúmeros grupos culturais, que acabaram por construir uma grande sócio diversidade entre os atuais 110 milhões de habitantes do bioma. Praieiros, jangadeiros, caipiras, sitiantes, pescadores artesanais, caiçaras, Açorianos, ribeirinhos, quilombolas e índios são os personagens mais conhecidos desses grupos que têm uma ligação íntima com o meio ambiente em seus modos de vida e culturas.

- Quilombolas

    Comunidades rurais negras descendentes dos quilombos formados originalmente por comunidades rurais negras descendentes dos quilombos formados originalmente por escravos fugidios, alforriados e ex-escravos do período da abolição, são conhecidas também pelo nome de mocambos, terras de pretos, comunidades negras isoladas ou remanescentes de quilombos. No Brasil existem aproximadamente cerca de 500 comunidades, sendo 375 apenas na Mata Atlântica. A música nestas comunidades sempre foi muito forte entre os negros. O tambor (Ngoma, nas línguas bantas) é provavelmente o mais importante instrumento musical africano. O som ritmado anuncia a chegada ou partida dos líderes, mantem o estado de ânimo no trabalho, celebra a vida e a morte, convoca as pessoas para reuniões e chama para a guerra e para a paz. No Brasil, se tornou uma voz de contestação nas senzalas e nos quilombos. Tambores eram rústicos e construídos na própria comunidade, eles soavam nas festas e nos momentos que antecediam os rituais. Os toques acompanham as pessoas nos momentos de alegria e de tristeza, com refinamento musical passado de pai para filho.

 

- Índios

   Os mais antigos ocupantes da Mata Atlântica já chegaram à casa dos milhões de habitantes antes da colonização do Brasil. Atualmente somam 370 mil pessoas em todo o país, distribuídos em pouco mais de 200 povos, sendo aproximadamente 70 em terras indígenas dentro da Mata Atlântica - espalhados por inúmeras aldeias.Os grupos indígenas mais numerosos no bioma são os Guarani, presentes no Espírito Santo, no Mato Grosso do Sul, no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo; e os Kaingang, no Paraná, em Santa Catarina, São Paulo e no Rio Grande do Sul. Mas existem muitos outros grupos habitando a Mata Atlântica, como os Krenak, os Pataxó, os Terena e os Xocleng. Predominam entre os índios brasileiros os instrumentos musicais de percussão e sopro. Embora todos eles sejam sonoros, há os que possibilitam estender a escala dos sons sendo, dessa forma, considerados musicais. Cada tribo possui seus instrumentos, que são utilizados de maneiras diferentes por diversas comunidades. Apesar de confeccionados basicamente com os mesmos materiais, apresentam particularidades, distinguindo-se entre si pela aparência, complementos, pormenores, estrutura e ornamentação, que refletem características próprias das culturas a que estão ligados. Os instrumentos indígenas, do ponto de vista da sua utilidade, podem servir para a comunicação ou para funções propriamente musicais. Dessa forma, a obtenção do som entre os índios é uma mensagem sonoro-musical destinada a diversos fins.Os de percussão são aqueles que produzem som por meio de pancadas sobre qualquer superfície ou pelo atrito. Nessa categoria podem ser incluídos – além dos tambores, bastões de ritmo, reco-reco e chocalhos – o próprio corpo humano, pela utilização de pés, mãos e outras partes do corpo. O bater de pés, que resulta na vibração do solo, serve para ordenar e animar os movimentos das danças indígenas. As palmas, não tão frequentes quanto o bater de pés, têm também uma função disciplinadora. Com chocalhos presos aos tornozelos, coxas, braços, pescoço e cintura, o corpo inteiro do índio pode se tornar uma fonte sonora, com diversos matizes, dependendo do material utilizado.

- Caiçara

   Ocupando áreas da faixa litorânea que vai do Rio de Janeiro ao Paraná, os caiçaras constituem um dos primeiros grupos culturais que surgiram do processo de miscigenação no Brasil, originados de índios que fugiram dos conquistadores europeus e portugueses excluídos do processo oficial de ocupação. Essa união resultou em povoados isolados, desvinculados cultural e economicamente da estrutura colonial. A mistura de técnicas e conhecimentos europeus e indígenas se tornou o vetor de ocupação do espaço e de utilização dos recursos naturais em atividades como a agricultura de coivara, o extrativismo vegetal, a caça, a coleta e a pesca. A música esta sempre presente entre a comunidade caiçara, o fandango envolve danças e músicas típicas, como as modas, e está intimamente ligado a um modo de vida próprio das comunidades caiçaras do litoral sul de São Paulo e do litoral norte do Paraná. As festividades são promovidas como retribuição a mutirões e trabalhos coletivos realizados pela comunidade, numa espécie de pagamento não monetário. Os fandangueiros também compõem as modas e constroem seus próprios instrumentos musicais. Sua formação instrumental básica é composta por dois tocadores de viola, um de rabeca e um de adufo. Os homens usam tamancos feitos de madeiras duras para marcar as batidas do ritmo. Atualmente, violão e cavaquinho também são utilizados em vários grupos, além de pandeiros, surdos e tantãs.

 

Referencias: Fundação SOS Mata Atlântica / Livro “Mirim – Povos Indígenas do Brasil” Fany Ribeiro / fundart.com.br/tradicao/comunidades/caiçara / www.ecobrasil.org.br

Imagens: https://serracult.wordpress.com/ https://br.pinterest.com/pin/554013191637060124/ / http://brevescafe.net/quilombodamarambaia.html;http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/83/

 

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