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Crônica Esportiva

Crônica Esportiva São Paulo da Cruz

 

    É inegável dizer que o futebol brasileiro morreu. Sua magia se perdeu nessa imensidão de chuteiras coloridas, arenas, cabelos ruins e camisas que mais parecem uniformes de Fórmula 1 de tantos são os patrocínios que as estampam . Antigamente era diferente, se jogava por amor a camisa, por uns trocados, por realizar o sonho de jogar no clube de coração; vide Edmundo, Romário, Roberto Dinamite, Zico, Ademir da Guia, entre tantos outros que não sonhavam em jogar num “Real Madrid da vida” aos 16 anos, nem foram vendidos pra um cube milionário da Ucrânia por serem ‘’grandes promessas‘’.

    O futebol brasileiro ainda deu alguns poucos suspiros, como na final da Copa do Brasil de 2002 entre Corinthians x Brasiliense, a final do Campeonato Brasileiro desse mesmo ano, entre  Santos x Corinthians no famoso jogo das pedaladas de Robinho (ainda com sua magia de garoto), a final da Copa Libertadores da América de 2005 entre São Paulo x Atlético- PR que por muitos era desacreditado no começo, mas acabou mostrando competência para chegar a final e infelizmente ser vice , pois merecia o título, a final da Copa Libertadores do ano seguinte, 2006, no  último ano com dois times de um mesmo país na final. São tantos jogos memoráveis nesses últimos suspiros que seria impossível listá-los aqui, em tese o futebol acabou em 2009. Acabamos em decadência, os grandes craques de nossos times são estrangeiros, até 2001, jogador “gringo” só jogava do meio para trás e tinha que ter raça, nunca que um Valdívia seria o camisa 10 do Palmeiras, essa camisa gloriosa que já teve Ademir da Guia, Alex, Zinho e até mesmo o controverso Edílson como donos, jamais D´Alessandro teria a camisa 10 do Inter em mãos, essa camisa que já foi vestida pelo mito Falcão.

   Saudades da chuteira preta, da camisa larga, dos cabelos compridos e dos bigodes, do futebol malandro, do futebol  garoto , do futebol de verdade. Saudades do Pacaembu, do antigo Maracanã que era nosso, do Morumbi com 110/120 mil pessoas pra ver Palmeiras x Inter de Limeira numa final de Paulista, do Rodolfo Crespi na Rua Javari, do Nicolau Alayon do Nacional, saudade dos clubes do interior participando e vencendo o Campeonato Paulista, dos lanches de pernil a R$3,00 na Praça Charles Miller, quando o “manto” do clube de coração não custava mais do que R$80,00; saudade de quando clássicos não eram brincadeira e junto com o paulistão eram mais importantes e levados mais a sério que o brasileirão. Atualmente dá-se mais importância para a cor da chuteira do que para o futebol em si, o esporte- povo virou um esporte elitista. É certo pagar 200 reais num ingresso? Já viram quanto é o salario mínimo? O futebol virou negocio, deixou de ser paixão, porém,  a paixão dos torcedores é o que o mantem vivo, ele ainda pulsa, mas muito pouco.

   Lugar marcado, torcedores sentados, liberdade barrada, sentimentos contidos por regras sem fundamento, futebol não é teatro nem cinema pra ter lugar marcado ou cadeiras. Futebol é emoção, uma mistura de amor, ódio, alegria e choro constantes. O futebol une gerações, só um esporte como este pode fazer com que desconhecidos se abracem num segundo de emoção, um minuto de gol. É difícil dizer em um texto, com palavras, o que ele representa para um povo, suas lutas e a emoção que ele transmite, num contexto imaginário sua não existência faria a vida ser menos alegre e colorida, ele é único, inexplicável, inigualável e místico.

   Sua mágica se dá por um conjunto de coisas; pela diversidade seja cultural, racial, social ou religiosa da torcida, seja o estádio, a chuteira, os 22 em campo, as duas traves, linha de fundo e lateral, sua comida e canto e barulhos característicos que fazem dele um conjunto que se une e combina em plena harmonia. Ele também é luta, luta por direitos e democracia.  Um exemplo disso é a ‘’ democracia corinthiana ‘’ da década de 80, com o grande Sócrates como capitão e líder que reivindicava o fim da ditadura no país; poucos anos depois ela veio a ter fim. Ele também resgata o orgulho de um povo, a final do Mundial de Clubes de 1951, entre Palmeiras x Juventus da Itália, em que o Palmeiras foi campeão  logo após a derrota na copa de 1950 para o Uruguai em pleno Maracanã lotado, que muitos dizem ter sido falha de Barbosa no gol de Ghiggia, o segundo do Uruguai é prova de tal afirmação. Isso resgatou o orgulho e provou que havia motivos para acreditar que o nosso saudoso futebol ainda tinha futuro. Em tese ele é único, amor pra vida toda e motivo de risos, lágrimas e emoção de milhões de apaixonados, em todos os continentes e lugares, dos mais diversos clubes. Volta, futebol!

 

Gerson Tadeu Benassatto Cereda Junior – 9º Ano B

 

 

Texto produzido para a aula de OPT (Oficina de Produção de Textos) em trabalho sobre o gênero textual “Crônica esportiva”.

 

 

 

 

 


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