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Obras literárias para pensar, entender e combater o racismo - por Vinícius Lins

Obras literárias para pensar, entender e combater o racismo - por Vinícius Lins São Paulo da Cruz

Em tempos em que a luta antirracista ganha novos contornos ao redor do mundo, o educador Vinicius Lins propõe pensar o tema a partir de diversas leituras selecionadas que resgatam a história da luta negra e destacam autores que merecem ser reconhecidos pela sua qualidade e pelo que muito têm a inspirar as novas gerações.

 

Obras literárias para pensar, entender e combater o racismo - Educador Vinicius Lins

     A morte do afro-americano George Floyd, cruelmente assassinado pelo então policial Derek Chauvin em Minneapolis, estado de Minnesota, EUA, em 25 de maio de 2020, fez crescer uma onda de protestos que tomaram conta das ruas de diversas cidades ao redor do mundo, bem como ganhou corpo nas mídias sociais através das hashtags #blacklivesmatter e #blackouttuesday. Esta ação, mesmo tão trágica, está longe de ser um caso isolado. No Brasil, o jovem negro João Pedro, de apenas 14 anos, foi assassinado em uma operação policial no Complexo do Salgueiro, Rio de Janeiro, dentro de casa, enquanto brincava. Setenta marcas de disparo foram contabilizadas em sua residência. Setenta. Isto para ficar apenas nos episódios mais recentes. Fato é que grande parte da população, estarrecida, indignada, busca formas de reagir, de fazer mais do que apenas sentar e assistir ao noticiário passivamente, esperando que um novo nome de sobreponha a outro nesta verdadeira guerra enfrentada pela população negra. E como fazer mais em um momento tão complicado, quando a pandemia do novo coronavírus impede que tantos se manifestem nas ruas? Uma estratégia defendida por muitos analistas da situação é, na realidade, a mais antiga ferramenta de combate à ignorância: a educação. Conhecer a história de luta dos negros, entender o que é o racismo e como identificá-lo em nossas ações cotidianas (uma vez que vivemos em uma sociedade estruturalmente racista, é impossível passarmos ileso por ele) e apoiar artistas, pesquisadores, filósofos e outras vozes deste movimento é fundamental para sair do campo da boa intenção e ingressar em práticas sólidas.

     Para ajudar a construir esta formação, segue uma lista de indicações de obras literárias que dão estofo à máxima de que vidas negras importam!

 

Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro: uma obra curta e objetiva que reúne uma série de ensaios da filósofa e ativista Djamila Ribeiro, uma das vozes mais potentes da contemporaneidade, estruturado a partir de diversas considerações que vão desde a atualidade do racismo até a importância de reconhecê-lo internalizado em cada um. Uma leitura indispensável!

 

O Sol é Para Todos/ Vá, Coloque um Vigia, de Harper Lee: uma das obras mais influentes do século XX, premiada e lida no mundo inteiro. Nela, conhecemos uma história de injustiça e discriminação nos EUA sob a ótica da pequena Scout, uma criança que vive com o pai e o irmão na cidadezinha de Maycomb no início dos anos 30, e vê sua vida transformada quando Atticus, advogado, aceita defender um negro acusado de estupro. Emocionante, é uma obra de referência que merece sua atenção!

Biografia de Mahommah Gardo Baquaqua, de Mahommah G. Baquaqua: a primeira autobiografia publicada por um negro escravizado que viveu no Brasil é um relato forte e importante sobre este injustificável período da nossa história. Mesmo que boa parte dos eventos se passe em território brasileiro, a obra é americana, uma vez que fora publicada em inglês nos EUA, país onde Mahommah conseguiu a liberdade após fugir, e só recentemente foi traduzida para o nosso idioma. Literatura e política de mãos dadas pela causa abolicionista que continua tendo muito a dizer!

Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus: do Brasil vem outro relato sobre a dura vida enfrentada pelos negros, desta vez no interior da antiga favela do Canindé, em São Paulo, nos anos 50. Os diários da catadora Carolina Maria de Jesus foram editados e publicados preservando a linguagem da autora, cuja falta de acesso à educação permite alguns desvios da norma padrão, mas enche de alma cada página de uma obra difícil de ser lida, porque dura, mas fundamental de ser lembrada.

A Cor Púrpura, de Alice Walker: vencedor do Prêmio Pulitzer de 1983, este romance epistolar é um marco da literatura norte-americana, contando a triste história de Celie Harris Johnson (imortalizada no cinema pela atriz Whoopi Goldberg, indicada ao Oscar pelo papel) e sua vida no sul dos Estados Unidos no intervalo entre as duas guerras mundiais. Repleto de lirismo, traça um diálogo dos mais interessantes com “Quarto de Despejo”. Leitura obrigatória!

Eu, Tituba, Bruxa Negra de Salem, de Maryse Condé: obra que venceu o New Academy Prize 2018 (Prêmio Nobel Alternativo) revela os dramas do processo colonizatório e as perseguições sofridas por aqueles que não professavam a fé do colonizador. Segundo a filósofa Angela Davis: “A vingança de Tituba consiste em ter persuadido um de seus descendentes a reescrever o seu momento na história, em sua própria tradição oral africana”. Não dá para perder!

Clara dos Anjos, de Lima Barreto: publicada postumamente, o romance do pré-modernista Lima Barreto conta a história da descoberta do preconceito por parte de Clara, jovem pobre, moradora do subúrbio carioca, que vê sua vida mudar ao ser seduzida pelo crápula branco Cassi. Com um tom jornalístico, o autor traz como pano de fundo a história do desenvolvimento da cidade do Rio no início do século XX, fazendo uma forte denúncia contra a discriminação racial. Outra obra de nossa literatura que não pode passar batida!

Não Pararei de Gritar: Poemas Reunidos, de Carlos de Assumpção: uma coletânea de poemas que remontam a diáspora africana ao mesmo tempo em que carregam a esperança de um país mais igualitário. A obra de Carlos de Assumpção tem ganhado cada vez mais relevo em nossa literatura, e em nada fica devendo a um Drummond ou Cabral de Melo Neto.  Por que não içá-lo ao patamar dos grandes?

Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves: romance histórico que narra a trajetória de uma africana idosa, cega e à beira da morte que viaja para o Brasil em busca de seu filho perdido, descrevendo uma série de fatos históricos. Uma aula de história e de literatura para se ler com uma caixa de lenços ao lado...

Úrsula e outras obras, de Maria Firmina dos Reis: primeira escritora negra de que se tem notícia na literatura brasileira e considerado o primeiro romance publicado por uma mulher no Brasil, traz o ultrarromantismo de um Álvares de Azevedo e o abolicionismo dos versos de um Castro Alves que merecem ser redescobertos pelo leitor brasileiro, que certamente terá um olhar mais diversificado do Romantismo em nosso país. Essencial!

Enterre seus Mortos, de Ana Paula Maia: esse é para quem gosta de novela policial, faroeste de horror e romance filosófico: tudo junto e misturado em uma intrigante trama que faz brotar questões existenciais de difícil resolução. Ana Paula Maia é uma das vozes mais originais da literatura contemporânea e merece ganhar cada vez mais leitores!

Jinga de Angola, a Guerreira da África, de Linda M. Heywood: história de uma mulher empoderada, corajosa e livre que é um dos maiores ícones da história de Angola, sendo conhecida como a “Cleópatra da África Ocidental”. Jinga alcançou notoriedade por jamais recuar na defesa do território africano em pleno século XVII, defendendo sua africanidade e rompendo com as limitações impostas ao gênero feminino. Uma história inspiradora!

 

 

 


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